Se você sentiu que o mês de novembro de 2023 foi atípico, você não estava sozinho. Naquela época, o Brasil enfrentou uma onda de calor histórica que quebrou recordes de décadas, com o estado de Minas Gerais no centro desse cenário extremo.
🌡️ O Recorde Histórico em Solo Mineiro
Minas Gerais não apenas sentiu o calor; o estado registrou a maior temperatura da história do Brasil (considerando as medições oficiais do INMET). No dia 19 de novembro de 2023, a cidade de Araçuaí, no Vale do Jequitinhonha, atingiu impressionantes 44,8°C, superando o recorde anterior que pertencia ao Piauí desde 2005.
Em Belo Horizonte e outras cidades do interior, os termômetros ficaram consistentemente acima dos 37°C a 40°C por vários dias seguidos, algo raríssimo para o período.
🌬️ O que causou esse fenômeno?
Não foi apenas "calor de verão". Três sistemas principais trabalharam juntos para criar esse cenário:
Domo de Calor (Cúpula de Calor): Uma área de alta pressão se estabeleceu sobre o Brasil central, funcionando como uma "tampa de panela". Ela impedia a chegada de frentes frias e forçava o ar quente a descer e se comprimir próximo ao solo, aquecendo-o ainda mais.
El Niño Forte: O fenômeno de aquecimento das águas do Oceano Pacífico estava em seu auge, o que altera a circulação de ventos e favorece a permanência de massas de ar seco e quente sobre o Sudeste e Centro-Oeste.
Mudanças Climáticas: O aquecimento global atua como um "potencializador", tornando essas ondas de calor mais frequentes, longas e intensas do que seriam naturalmente.
⚠️ Consequências Sentidas no Dia a Dia
As marcas dessa onda de calor foram além dos termômetros:
Saúde: Aumento de casos de desidratação e estafa térmica, especialmente em idosos e crianças.
Energia: O Brasil bateu recordes de consumo de energia elétrica devido ao uso intenso de ar-condicionado e ventiladores.
Seca e Incêndios: A umidade do ar caiu para níveis de deserto (abaixo de 20% em várias cidades mineiras), aumentando drasticamente o risco de queimadas em vegetações de Cerrado e Mata Atlântica.
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